A serrote, revista de ensaios do IMS, promove conversas com escritores, jornalistas, pesquisadores e críticos sobre literatura, arte, política e sociedade, e uma sessão da Serrote Ao Vivo com leituras, música e artes visuais.
Enquanto o mercado e a academia escrevem a favor de suas convenções, a literatura de esquerda suspeita de toda convenção, inclusive as próprias.
A serrote 22 publicou na íntegra o livro “Catarata”, do escritor John Berger (1926). Lançada em 2011, a obra traz fragmentos sobre a operação que o autor fez nos dois olhos, com ilustrações do artista turco Selçuk Demirel (1954). A edição traz ainda ensaios sobre viagens de autoria de Joseph Brodsky, Alejandro Zambra e Paulo Roberto Pires, e textos de Laura Erber, Lucia Miguel Pereira e muito mais.
Capa: Selçuk Demirel
Março 2016
serrote 21
Esta edição conta com um texto inédito do filósofo francês Roland Barthes (1915-1980) sobre um clássico de Gustave Flaubert, um ensaio de Beatriz Resende sobre Lima Barreto e um ensaio visual de Walter Carvalho, além de textos de Emmanuel Carrère, Ricardo Piglia e muito mais.
Capa: Marcelo Cipis
Novembro 2015
serrote 20
A serrote 20 traz texto inédito de Sérgio Augusto (1942) sobre a revista nunca lançada Cinema Hoje, cujo projeto gráfico era assinado por um dos maiores artistas brasileiros, Amilcar de Castro (1920-2002). Outro destaque é a série de entrevistas feitas pela jornalista americana Lillian Ross (1926) com François Truffaut (1932-1984) entre 1960 e 1976. Também nessa edição, o ensaio “40 nego bom é 1 real”, obra de Jonathas de Andrade concebida para as paredes de galerias e museus e que, assim repaginada, desdobra de outra forma a dura crítica do artista alagoano aos clichês ideológicos e estéticos que historicamente se sobrepõem ao Nordeste do país. Ainda: ensaios de Adolfo Bioy Casares, Roxane Gay, Elvia Bezerra e muito mais.
Capa: Jonathas de Andrade
Julho 2015
O choque da imagem se tornou o foco de um regime de atenção global, que embota a percepção justamente por uma contínua excitação, um contínuo despertar.
No longa Miami Vice, o diretor Michael Mann explora nas imagens os contrastes entre dia e noite, controle e descontrole, organização e caos, criando um território narrativo nebuloso onde a causa parece desconectada do efeito.
serrote 19
Hiperconexão, debate nas redes, bombardeio de imagens: os ensaios dessa edição da revista serrote procuram entender o presente em cima do lance. Textos de Christoph Türcke, John Jeremiah Sullivan, Antônio Xerxenesky, Hito Steyerl, Francisco Bosco, Silviano Santiago e Michel Leiris, entre outros.
Capa: arte sobre gravura britânica apócrifa de 1771
Março 2015
É menos na história que no conceito de “espaço-lixo” que está a chave para entender o Templo de Salomão erguido em São Paulo.
No mundo pós-Abu Ghraib, a difusão brutal de imagens extrapolou o sombrio prognóstico de Susan Sontag sobre o dano moral do exibicionismo.
A serrote #18 será lançada em São Paulo no dia 18 de novembro, às 19h30, no Espaço Itaú de Cinema, e no Rio de Janeiro, no dia 26, às 19h30, no Instituto Moreira Salles.
serrote 18
Um dos destaques deste número é o ensaio “Viver bem é a melhor vingança”, do crítico de arte e colaborador da New Yorker Calvin Tomkins. Michael Ignatieff conta a história do homem que dedicou sua vida para fazer do extermínio um crime internacional, após perder sua família no campo de concentração. No ensaio visual, aquarelas do artista plástico Tunga. E muito mais.
Capa: Daniel Trench
Novembro 2014
Filósofo Ruy Fausto vê nas manifestações de Junho de 2013 sinais de “uma esquerda nova”, com posturas “radicais, no melhor sentido”.
Vítima do exotismo e enredada no olhar multicultural, a América Latina continua sob o risco de ser representada como um parque temático.
O autor dos Ensaios escreve a seu pai para narrar os últimos momentos do filósofo que o inspirou nas reflexões de Sobre a amizade.
A pintura flamenga está no centro da discussão que passa por Burckhardt, Huizinga e Panofsky sobre a origem da grande arte do século 15.
Terreno intermediário entre a criação e a convicção, o ensaio é uma peça de realidade em prosa que não perde de vista a poesia.
Nem sempre conservadora, a ideia de pertencimento a passados distantes pode ser base de uma crítica radical aos valores contemporâneos.
Neste número, a publicação traz um ensaio de anotações visuais feitas por Antonio Dias, em Paris, durante a década de 1960. Em “A imagem persistente”, Martin Scorsese afirma que a luz, a metáfora da criação e a ação recriada fazem da linguagem do cinema uma interrogação sobre quem e o que somos. E ainda: textos de André Antônio Barbosa, Jacques Rancière, Lorenzo Mammì e muito mais.
Capa: Ben Shahn
Março 2014
serrote 15
A 15º edição da serrote traz o caderno especial “Retrato da rua”, com três verbetes-ensaios escritos por intelectuais que aceitaram analisar, no calor do momento, os protestos que varreram o país. “Revolta”, por Carla Rodrigues, “Repressão”, por Tales Ab’Sáber, e “Radicalismo”, por Ruy Fausto. A essas três vozes, somam-se as vozes da imprensa, dos cartazes e das palavras de ordem, compiladas pelo jornalista Paulo Werneck. Também nesta edição, o ensaio vencedor do 2º prêmio de ensaísmo serrote, “A arquitetura dos intervalos”, de Francesco Perrotta-Bosch, e textos de Alejandro Zambra, Milton Hatoum, James Baldwin e muito mais.
Capa: Jacob Lawrence
Novembro 2013