A serrote 24 traz ensaios que refletem sobre a história do pensamento reacionário, as ondas feministas e as novas formas de ativismo político, entre outros temas.
Capa: Sandra Cinto
Novembro 2016
A crise da democracia e da representação impulsiona o ativismo de código aberto, que prescinde de lideranças explicitamente identificadas ou estruturadas.
No limite entre invenção e impostura, a escrita não criativa de Kenneth Goldsmith quer repetir no universo do texto o que Marcel Duchamp fez no mundo da arte.
No cinema brasileiro dos anos 1960, o político e o social desfocavam a família, que nas produções do final dos 1990 assume o protagonismo, encarnando nos indivíduos os dramas do coletivo.
Quando eleição é sinônimo de captura de voto por predadores políticos profissionais, convém rever as origens do recipiente que é o coração da política.
Lá estava eu em Santa Cruz de Mompox, cidade no meio da Colômbia que muitos colombianos não conhecem e que, diz-se, vive parada no tempo.
serrote 23½
Edição especial para a Flip 2016
Aqui, na íntegra, a serrote #23½, com textos de Alice Sant’Anna, Jean Renoir e Robert Louis Stevenson. Já tradicional na programação da Casa do IMS na Festa Literária Internacional de Paraty, a “serrotinha” foi distribuída gratuitamente durante a edição de 2016, que homenageou a poeta Ana Cristina Cesar.
Caderno de Ana Cristina Cesar mostra os bastidores da criação de A teus pés, uma complexa operação de citações e apropriações de música e poesia. Este texto integra a serrote #23 ½, lançada na FLIP 2016, que tem a poeta como autora homenageada.
De como uma geração de ingleses recriou no século 18 a forma inventada por Montaigne, aplicando a liberdade de julgamento à vida cotidiana, promovendo o encontro entre o filósofo e o fofoqueiro.
Raízes do Brasil só ganha as tintas progressistas que o consagraram na segunda edição, quando Sérgio Buarque de Holanda reavalia o papel da tradição e defende um caminho democrático.
Da revista Cinema Hoje, jamais publicada, restam anotações e o projeto de Amilcar de Castro, devaneio gráfico até hoje inédito e que virou obra de arte porque impedido de se reproduzir gutenberguianamente.
Ritual obrigatório em universidades de todo o mundo, o congresso naufraga em hábitos pouco questionados e parece servir menos ao debate que aos critérios de produtividade pura e simples das “Administrativersidades”. Em dez regras bem-humoradas, a ensaísta americana propõe um código de conduta que, para ela, pode salvar o estudo das Humanidades.
Por mais de 20 anos, Ribeiro Couto desafinou o coro de reverência a Mário de Andrade em uma troca de cartas de notável energia intelectual e inquietação pessoal.